Mudando hábitos
Os hábitos poupam ao cérebro ter que pensar cada vez em como reagir frente a uma situação. Por exemplo, caminhar.
A grande maioria dos hábitos são benéficos.
No entanto, alguns atrapalham.
Aprenderemos a identificar e mudar estes hábitos.
Você pode ver o video ou ler o conteudo embaixo
Por que hábitos?

Nosso cérebro é um computador biológico admirável.
Somos conscientes de uma ínfima parte da enorme quantidade de informação que processa.
Nascemos com ele quase vazio, apenas com alguns hábitos básicos, como respirar, piscar de olhos e ver.
Depois de copiar e testar conscientemente muitas vezes, desenvolvemos novos hábitos, como caminhar, os que se tornam inconscientes.
Assim, nosso cérebro fica liberado para desenvolver novos hábitos, como por exemplo, falar
As crenças
Com base em experiencias passadas e informações recebidas, desenvolvemos crenças, as que passam a ser nossas verdades.
As crenças influenciam nossos pensamentos, sentimentos com relação a nós, a quem nos rodeia e ao futuro.
Durante os últimos 70 anos a comunidade cientifica nos passou a crença de que as gorduras saturadas elevam o risco de doenças cardiovasculares.
Isto, nos deixou em alerta sobre nossa saúde, a de nossos familiares e amigos, e o que pode acontecer no futuro
Dos pensamentos aos hábitos

Os pensamentos, baseados nas crenças, produzem sentimentos, os que nos levam a desenvolver hábitos.
O risco de doenças cardiovasculares gera sentimentos negativos com relação as gorduras saturadas
Assim, desenvolvemos o hábito de evitar os alimentos que as contêm.
Os hábitos resultantes trazem consequências, as que podem ser benéficas ou nos atrapalhar.
Benéfica
As gorduras saturadas diminuiriam o risco de doenças cardiovasculares.
Atrapalha
No entanto, deixamos de desfrutar os alimentos que as contêm.
As crenças mudam
Afortunadamente, as crenças mudam
Hoje sabemos que não há bases cientificas para acreditar que as gorduras saturadas aumentem o risco de doenças cardiovasculares. Por conseguinte, estamos liberados para comer gorduras saturadas.
Com base nesta informação, você se sentiria liberado a comer frango com pele ou costela de porco com gorduraɁ ….
O mais provável é que não!
Isto é porque já não lembramos a causa.
O que resta é o hábito automático e inconsciente de sentir que esses alimentos não são bons.
A solução é simples:
Basta com trazer para o lado consciente a nova crença, e planejar as mudanças que deseja fazer.
Um exemplo fácil é trocar margarina por manteiga.
Distorções da realidade
(Distorções cognitivas)
Sem perceber, todos experimentamos em algum momento distorções da realidade.
Ocasionalmente, saímos do eixo e temos pensamento tais como:
“o trabalho é sempre assim”
“eu só me dou mal”
“essa pessoa é sempre chata”
Afinal, nem sempre conseguimos manter o pensamento positivo diante dos obstáculos da vida.
São padrões de pensamento irreais que nos levam a interpretar as situações de uma maneira negativa e que nos produzem sofrimento.
Quando se tornam recorrentes, geram impactos negativos para à saúde física e mental e ao bem-estar emocional.
Aparecem angústia e desespero por não conseguir enxergar soluções para os problemas.
Distorções = Válvula de escape
rQuem deseja ter fracassos na vidaɁ
Ninguém!
Por conseguinte, quando enfrentamos uma situação que “imaginamos” que nos levará a um fracasso, criamos a justificativa antes sequer de tentar.
De esta forma, já temos o motivo para o “inevitável” fracasso, nos poupando da frustação.
Não é só com você. Acontece com todos nos.
“Para mim já é tarde. Vou sofrer de doenças, sem importar o que eu faça. Então, para que mudar?”
Pensamento irreal: É tarde
Sofrimento: Vou padecer doenças, sem importar o que eu faça
Hábito pouco saudável: Para que mudar?
Auto reforço
Comer libera dopamina, o neurotransmissor da felicidade, como recompensa. Esta sensação de bem-estar reforça o hábito de comer.
No entanto, hábitos que atrapalham também podem produzir efeitos que vemos como positivos, reforçando-os.
Os mais comuns são se queixar e criticar.
A queixa
O sentimento de sofrimento chama a atenção de outras pessoas.
Isto motiva a nos queijar mais para continuar chamando a atenção
A crítica
Muitos felicitam a quem crítica (encontrou defeitos)
A autoestima de quem critica melhora, o faz sentir superior, a costa de quem é criticado, reforçando o hábito.
No entanto, no longo prazo, traz mas prejuízos que benefícios, para ambas as partes.
Podemos mudar hábitos?
Definitivamente sim.
A comunidade científica estima que mudar um hábito leva apenas 3 a 10 semanas.
O caminho é mais fácil do que imaginamos.
Como fazê-lo
Selecionar hábito más relevante a mudar (tentar mudar mais de um ao mesmo tempo pode diminuir o sucesso)
Identificar pensamento irracional e sem valor
Ver sentimentos relacionados
Definir pensamento realista e útil
Detalhar novo hábito
Identificar reforço

Hábito: Dificuldade para começar um plano para emagrecer
Pensamento irracional e sem valor: Vou passar fome
Sentimento: Medo a passar fome. (Um dos maiores medos dos humanos)
Pensamento realista e útil: No treinamento aprendi como comer para não passar fome
Novo hábito: começar o novo plano
Praticar, praticar e praticar
Reforço: Levo dias sem fome
Melhoria continua
Como todo na vida, o mais provável é que nos primeiros intentos não encontre o resultado esperado
Não é o momento de desistir
Repita o que funcionou
Veja e implemente melhorias para o que não funcionou tão bem
Comemore – comemore – comemore
Uma das chaves mais importantes é comemorar os sucessos, de modo que o cérebro se sinta recompensado.
Diga para sim mesmo: siiimmm, muito bem, parabéns, se aplauda, conte para familiares e amigos.
Repetir – Repetir – Repetir
Em forma consciente
Evite o hábito antigo
Repita muitas vezes o novo hábito
Depois de algumas vezes o hábito antigo irá desaparecendo e o novo ficará automatico
Exemplos
Clique nos exemplos que o identifiquem
Lembra que vas trabalhar só em um hábito de cada vez
Personalização
“Meu corpo armazena gordura facilmente. Em quanto os outros comem a vontade, eu tenho que fazer dieta.”
Tirar conclusões
“Ele deve pensar que tenho toneladas de celulite.”
“Se alguém me vir comendo, vai pensar que sou um porco.”
“Eu não posso usar isso – as pessoas vão notar meus rolos…”
Deveria – Teria
“Eu não deveria ter comido tudo isso.”
Desqualificando o positivo
“Faz uma semana desde que não como em demasia, mas ainda não tenho me alimentado tão saudável quanto deveria.”
Generalização
“Hoje comi demais… esta semana está arruinada!
“Eu tive uma recaída… nunca vou melhorar!”
Raciocinio emocional
Eu me sinto gordo … isso deve significar que eu sou gordo”
“Me sinto desanimado…portanto, vou fracassar.”
Visão catastrófica
“Acabei de comer um pacote inteiro de biscoitos. Eu vou engordar!”
Miopia emocional
“O único que consigo pensar é como me sinto gorda(o)!”
Estereótipos
“Sou fraco(a) porque não paro de comer compulsivamente”
Tudo ou nada
“Como já trapaceei comendo esta fatia, então é melhor terminar a pizza inteira!”
Perfeccionismo
“Vou ser feliz quando perder xx Kg!”











